
Embora vários fatores têm sido considerados importantes no desenvolvimento de um transtorno alimentar, os estudos são inconclusivos e incompletos para explicar a origem destes transtornos. A abordagem consensual integrando os vários fatores é o modelo biopsicosocial que leva em conta tanto os fatores culturais e familiares como os biológicos.
Níveis altos de insatisfação com o corpo e transtorno alimentar são geralmente atribuídos a fatores sócio-culturais; o culto ao corpo é uma das grandes expressões do homem na contemporaneidade.
Enquanto nas mulheres a obsessão pelo corpo ideal é construída em torno da magreza, entre os homens predomina o padrão estético do quanto mais forte melhor. É provável que os aspectos sócio-culturais exerçam diferentes níveis de influência, sendo possivelmente maior para a bulimia nervosa do que para anorexia.
Não se sabe se os processos familiares são causas no desenvolvimento de um transtorno alimentar ou se a presença de membros perturbados cria as características mal-adaptadas que se observa nestas famílias. Estudiosos no assunto têm sugerido que um ambiente familiar disfuncional pode simplesmente criar vulnerabilidade num indivíduo e, portanto, não prover suficiente explicação para o tipo de patologia que se desenvolve em famílias específicas. O foco familiar na aparência está relacionado a preocupações com o peso somente em mulheres que são psicologicamente vulneráveis.
Vários fatores individuais, ocorrendo desde a gestação, têm sido apontados como contribuindo para o desenvolvimento de um transtorno alimentar. Alguns deles são inerentes ao próprio indivíduo, como traços de personalidade e baixa auto-estima, enquanto que outros envolvem experiências pessoais e interpessoais, como eventos traumáticos, por exemplo.
Um dos mais potentes fatores de risco tanto para anorexia quanto para bulimia nervosa é o gênero feminino, particularmente adolescentes e mulheres jovens. Os fatores de vulnerabilidade pessoal incluem a insatisfação corporal, dieta, baixa auto-estima e obesidade infantil.
Recentemente, tem crescido o interesse tanto nos fatores genéticos como nos biológicos que podem contribuir para o desenvolvimento de um transtorno alimentar. Estudos genéticos têm demonstrado ligação significativa no cromossoma 1 para anorexia nervosa e no 10 para bulimia, mas as pesquisas são inconclusivas, até o momento.
Vulnerabilidade biológica parece incluir disfunção de neurotransmissores que regulam o comportamento alimentar. Pesquisas futuras envolvendo aspectos genéticos e biológicos poderão revelar fatores adicionais que aumentem o risco para o desenvolvimento de um transtorno alimentar.