
Tratamento dos Transtornos Alimentares
Os transtornos alimentares são patologias de difícil abordagem devido a sua complexidade etiológica, sua associação com outros transtornos psiquiátricos e presença de problemas clínicos.
É consenso na literatura médica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar – psiquiatra, psicólogo, nutricionista, médico clínico – porque além dos aspectos psicológicos, os hábitos alimentares e os problemas físicos precisam de tratamento.
O tratamento tem como objetivo corrigir o padrão alimentar (restrição e/ou compulsão), eliminar métodos compensatórios (vômitos auto-induzidos, medicações para perda de peso etc.) e examinar os afetos precipitantes e/ou perpetuadores da doença (dificuldades nos relacionamentos interpessoais, auto-estima baixa, distorção da imagem corporal, etc.).
Diferentes técnicas psicoterápicas podem ser utilizadas para atingir tais objetivos. No nosso meio as técnicas mais conhecidas e empregadas são a terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapia de família e terapia de orientação analítica. A TCC é uma intervenção breve, semi-estruturada e orientada para os objetivos acima citados. A terapia de orientação analítica visa elaborar e resolver conflitos intrapsíquicos permitindo assim a reorganização e desenvolvimento da personalidade.
Para o tratamento da BN e do TCAP a abordagem mais indicada é a terapia cognitivo-comportamental individual ou em grupo. Para pacientes anoréxicas, especialmente para adolescentes muito jovens a terapia de família tem bons resultados. Entretanto, não há evidências de que uma forma específica de psicoterapia seja superior a outra para todos os pacientes.O GEATA integra a abordagem cognitivo-comportamental com a psicoterapia de orientação analítica por acreditar que as técnicas podem ser complementares.
O tratamento com medicações, psicofármacos, pode ser útil quando houver presença de comorbidades como, por exemplo, depressão, e também na tentativa de diminuir o comer compulsivo.